quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Você...

Tentei ser criativa e descrever a magia que é estar com você, mas descobri que magia não se escreve.

Já sonhei em voar bem alto junto do céu, mas descobri que o céu é apenas o infinito contido dentro de um nome...
Busquei inspiração até nas galáxias mais distantes, encontrei algumas estrelas que facilmente colocaria nosso sol dentro de um potinho de vidro, e só assim entendi que o universo é lindo brilhante e infinito e que os astros são grandes e me faz sentir tão pequena, descobri então que não preciso do brilho de um astro, pois é a sombra do seu abraço que me faz ver o infinito com os olhos fechados, é o acolher do teu respirar no meu ouvido que me faz parecer o ser mais forte de toda existência.
O entardecer é a parte mais linda do dia, o sol se vai e lua vem faceira despistando seus passos, e quando em um momento se olha pro céu se percebe que ela esta lá brilhando dentro da sua descrição, a lua é feita pra eu encontrar você, ela descreve bem minha vontade de te fazer feliz, ela se apóia na minha timidez de mostrar tudo aquilo que existe em mim.
Quando sinto sua falta... Este é o momento pra escrever os poemas mais tristes, sinto a solidão da saudade que você deixa quando não esta ao meu lado. Se sou a pessoa certa pra você? eu nem sei, e na verdade nem quero ser, porque ser certo é tão certo que perde a emoção de ser apaixonado, não quero ser o certo para você quero ser a saudade que seu coração sente...
O meu melhor não esta em Pandora, esta sim em Hollywood, quando vejo o sol sair do seu esconderijo e vir na minha direção, me lembrando sempre que você alem de calor tem perfume e carinho, pra mim isso sem duvidas te torna a inspiração que não consigo escrever.

Eu...

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa


"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."
Charles Chalin


"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."
         Clarice Lispector

segunda-feira, 7 de março de 2011

Medindo Forças

Aqui estamos nós em mais uma aventura da vida real, embora estas não sejam tão cheias de aventuras são reais e na maioria das vezes são incrivelmente decepcionantes e chatas.


Era uma vez...

_ O que? Aumento? Como assim? “Quando você produzir mais lógico que vai receber mais”.
_ é mais... (uma voz nervosa de choro) Eu pensei em aceitar está outra proposta, o salário é melhor e eu preciso de dinheiro pra bancar as coisas da faculdade, o que eu ganho dá pra manter, mas de um jeito tão escasso que às vezes me questiono se realmente recebo todos os meses.
_ Aqui sua carteira é assinada, você tem chances de crescer e subir dentro da empresa, claro isso leva um tempo (ou seja seu salário vai subir só não sei quando, talvez quando seus cabelos acabarem de cair e você realmente ficar careca... OBS: coisa que realmente não vai demorar).
_ Ta mais o que realmente me faz pensar em outro emprego é o salário, acho que vai ser melhor pra mim vou ganhar um pouco mais. (RS... Quase adulta atitude difícil... Ou fácil e irracional).
“ Hááááá vida real... como é que eu troco de canal?” Frustrante.
_ Você ta cometendo uma loucura, mas se você acha que é melhor pra você vamos organizar os papéis fazer seu aviso.
_ É ... ok ( ptz.... foi tenso, mais foi, agora encarar as conseqüências).

Moral da historia, aprendi o que a professora Mariney sempre tentou me ensinar... Sobre a lei da mais valia de Karl Marx.
A mais valia nada mais é que, o lucro obtido através da compra barata da matéria prima e a baixa remuneração da mão de obra, entorno de uma alta valorização do produto final. Entendeu? Meu leitor sádico?
E ainda pedem e “ensinam” nas escolas a ter autonomia, mais que autonomia se você é obrigado pelo sistema a receber pouco e trabalhar muito, você é ensinado a andar em linha reta, você é ensinado a saber o quanto você vale e se auto-valorizar, mais é obrigado também a aceitar de forma voluntária o que te oferecem?
Da pra entender isso tudo? Não? Pois é nem eu entendi direito e nem quero, pois quanto mais entendo mais me torno corrupta no espaço em que vivo e não imponho a transformação.
OBS importante... Não quer ficar desempregado e tomar no cu, pois sem emprego você não tem dinheiro e sem dinheiro você é filho da puta imprestável? Então meu caro leitor não peça um aumento de salário, seja sempre o idiota que chega mais cedo e sai mais tarde, acabe com sua saúde, perca seus cabelos, seja um exemplo de pessoa morta não pensante e execultante (nem sei se essa palavra existe e nem se você que me lê vai entender este significado). Pois assim em 25 anos seu salário vai deixar de ser 1 e passar a ser 2.
Capitalismo, quão apaixonante você é, um verdadeiro estuprador a paisana.

Aprendendo a aprender

21 anos...

Estive pensando tudo que já vivi até o presente momento, e descobri que tenho a capacidade de entender coisas que apenas eram coisas, quando pequena sempre tive uma estranha sensação de liberdade, me lembro muito bem que costumava a correr pelos lugares e sempre ter a sensação de que tudo era grande demais, olhava para as arvores e tinha a sensação de que não importa qual fosse à altura se eu caísse lá de cima provavelmente eu morreria, sempre fazia pequenas possas de água no chão e sempre sentia medo, pois as formigas podiam morrer afogadas, o que pra mim era pequeno para elas era um oceano.
Hoje vejo as crianças na rua, sinto dó, remorso e chego a pensar que talvez essas mesmas crianças podem não ter um par de chinelas, porém quando me recordo de mim criança sempre colocava as chinelas no chão e saia correndo descalço e isso era bom, pois se corria mais rápido sem a chinela, enfim o mundo é simples quando se é criança.

Hoje os problemas adultos são decodificados pela minha mente, existe uma preocupação continua com o mundo e tudo que nele acontece, parece que o peso de todas as coisas ruins caem sobre minha cabeça, e deve ser por isso que meu cabelo ta caindo tanto.

O mundo é mais complicado do que se parece ser, porém tenho a leve impressão que somente eu tenho a preocupação do mundo.

Quando tinha ai meus 15/16 anos aprendia muito rápido, hoje vejo que confundir nomes é normal e tudo acontece em uma velocidade consideravelmente lenta se comparado a antes. Porém as entrelinhas são percebidas e realmente aprender é algo magnífico, posso dizer que é mágico, estou aprendo a ter um pouco mais de calma e vejo que envelhecer não é algo ruim e sim gratificante, pois a percepção do mundo se torna cada vez mais precisa. O livro velho é aonde contém a base do conhecimento, as pessoas velhas são os poços de sabedorias, são coisas jamais conquistados em bancos de escola.
Aprender a aprender é olhar o mundo e não somente entende-lo é entender que primeiramente aprendeu-se a olhar pra somente depois aprender a olhar e entender alguma coisa.

Magia do mundo real

Já ouvi dizer muitas coisas sobre a vida e como ela se desdobra e de como vamos com o tempo adquirindo uma bagagem de experiências, que ao longo dos anos vai nós mostrando quem somos e nos dando sugestões de quem podemos ser.

Já ouvi muito na teoria como é o mundo, como são as relações humanas e como este encara sua realidade, mas a prática de como tudo isso acontece é fascinante e algo realmente assustador. Milton Santos ressalta que; A sociedade em que vivemos hoje é apenas um rascunho mal sucedido da sociedade de gerações futuras.

Paulo Coelho, mesmo que indiretamente me ensinou que para se escrever um livro é preciso viajar, é preciso viver, mas principalmente é preciso observar os ângulos dos acontecimentos vividos, é parar e prestar total atenção no simples voar de um pássaro. Hoje depois de uma simples viagem que apenas me levou a cidade vizinha. Minha cabeça quase explode de tanta concentração de informações já obtidas mais jamais vivenciadas.
A viseira não esta funcionando, e o vento que sopra quase arranca meu capacete, vendo assim o mundo parece grande, é como se eu não estive inserido nele, é como se meu sentimento me fizesse um ser pertencente de outro planeta.
No meio do caminho, vejo pés desgastados e rachados, a chinela mais se parece com um pano fino nos pés sujos, a barba grisalha, um andar cansado e lento, quando olhei senti por um milésimo de segundo aqueles olhos que também me olharão e quando isso aconteceu, eu me senti um lixo ambulante ou viajante, a distância entre eu e ele estava aumentando, os olhos deixarão de me olhar e se voltarão para o chão, talvez no mundo dele essa seja uma rotina, as pessoas passam sentem uma obrigação em sentir pena apenas pra aliviar a consciência e depois viram as costas e a distância só cresce na medida em que os pés trabalham. Neste momento eu me perguntei: o que eu fiz por ele a não ser sentir pena? Acho que nada, sei bem que isso não irá matar a fome ou tirar a dor que talvez ele possa estar sentindo. Em poucos minutos pude perceber o quão humano eu sou, sou capaz de sentir, mas debilitada quando se precisa agir, vi que a ação apenas acontece dentro dos pensamentos e que ela logo é esquecida, pois rapidamente vem outro bombardeio de sentimentos.

Vejo nuvens sendo desenhadas ao longe, é sem duvida um espetáculo a ser observado, vista perto do horizonte elas parecem tocar o chão, eu continuo a percorrer aquele corte que teima em não sangrar, vou me aproximando e logo percebo que aquele espetáculo não era nuvens eram sim fumaça, muita fumaça que saia da boca virada para o céu.

Eu senti uma decepção incrível até aquele momento não vi nada de bom, apenas coisas ruins, eu já estava ficando sobrecarregada de tanta informação triste.

Paramos em um posto o nosso meio de transporte estava com sede, ali do nosso lado tinha estacionado um lindo carro, cujo dono estava bravo a falar mal, o carro estava sujo e ele estava com medo que estive arranhado também, com um jeito curioso fui disfarçando até que eu pudesse ver a frente do automóvel, quando percebi do que se tratava eu senti medo me senti triste, havia sangue na frente do carro e eu sabia de onde este tinha saído, na estrada por ontem viemos havia um animalzinho ele estava morto na estrada havia partes soltas daquele pequeno corpo, eu preferi te esconder isso meu leitor.
Aquele homem estava bravo, irritado não por ter quase perdido o controle do carro e matado todos que estavam com ele, ele sentia raiva por que no carro dele tinha sangue, sangue de um animal que estava apenas tentando viver, e uma fatalidade tirou desse bichinho a oportunidade de atravessar uma BR, foi embora uma vida de um ser que sentia como nos sentimos sede, fome, dor... E tudo mais que há de sentimentos, pequenino que lutava pra viver, que queria se alimentar, mas a vegetação ali presente não era o alimento que ele precisava, um animalzinho que se enfiou no meio do corte em busca do seu lar da sua casa que lhe fora roubado. O homem resmungava o carro sujo sem ter consciência do que acabará de fazer.

Neste momento vi que a inteligência humana é sua maior virtude, mas também é a chave que leva para sua própria destruição. Fico triste em contar-lhe algo tão triste e deprimente, mas fico mais triste ainda em saber que tudo lhes contei, e nada fiz pra mudar tanta coisa ruim que eu vi. Sou humano disso eu sei e é por isso que sou tão ruim.

Gaia

Hoje mais um dia como outro qualquer, levantei de minha cama fiz todo ritual que o mundo capitalista me obriga a fazer, me arrumei e sai de casa as 6:45 da manhã fui desperdiçar a minha juventude e toda a minha saúde, trabalhar ganhar pouco e enriquecer alguém esses são os meus objetivos diários e de segunda a sexta eu o faço.



A aparência do dia estava diferente, melancólica, triste ou simplesmente carregada, a neblina cobria toda a superfície que se estendia a minha frente, tudo era visível e invisível aos meus olhos.


Nunca havia me sentido assim antes, pedalando minha bicicleta eu olhava o horizonte a procura de um brilho solar e nada via, as coisas estavam estranhas os sentimentos confusos, pois por mais quente que seja o sol, ele me inspira vejo nele o brilho que brilha pra mim e que brilha pra todos, mas as pessoas estão cada vez mais preocupadas com suas manias e tentativas de se ter dinheiro, que se esquece de olhar para o sol e senti-lo.


Já são 7:18 da manhã me aproximo de uma janela qualquer e vejo mais neblina, o vento sopra frio e os braços ao redor do corpo se tornam confortáveis. O mundo hoje parece estar em silêncio, as pessoas trabalhando em câmera lenta, ou eu mentalizando em câmera lenta tudo ao meu redor.


Sempre antes de sair de casa pela manhã ligo meu computador e tento dar uma lida nos jornais, e me parece que nos últimos dias as noticias sempre são as mesmas, “ Rio de Janeiro esta debaixo da água” Vejo pessoas chorando, se afogando se perguntando por que tudo isso esta acontecendo, neste momento não existe capitalismo, pois a água levou as mansões e os barracos, levou mais barracos que mansões, mas isto era de se esperar já que apenas uma minoria dos brasileiros conseguem luxo e conforto isso principalmente se olhando estados como Rio de Janeiro e São Paulo, ambas tidas como a fábula de sonhos pro resto do país.


A neblina e as noticias tornam meu dia triste, fico triste por ver crianças e cachorros e outros animais morrendo, por ver gente miserável perder o travesseiro em que dormia, fico triste de ver que Gaia esta ativando seu organismo de defesa, mas fico feliz que isto esteja acontecendo, pois aos meus olhos somente assim algo irá sobreviver.


Neste momento você irá me julgar insensível, pois fico feliz, ou porque acredito que algo sobreviverá. Eu digo a você que neste texto existe total sensibilidade com a dor humana, mas sabe desde que o mundo é mundo e o homem é homem existe um instinto de destruição, ou “transformação” e um dia um cientista não sei ao certo qual, disse que toda ação tem uma reação e isso é evidente. Apenas colhemos o fruto plantado.


Quando nascemos somos ensinados a ter uma religião e acreditar em um Deus, somos ensinados a escolher um amor, um parceiro ou parceira geralmente de sexo oposto, somos ensinados a fazer política e aceitar o mundo como ele é, entre outras coisas, tudo nos ensinam. Nos ensinam a questionar, mas ninguém se da a liberdade de ser questionado.


7:54 Da manhã, e agora sim vejo o sol... Vejo ele irradiando brilho, vejo o verde da copa das arvores mais verde, estive pensando tudo nos é ensinado e tudo aceitamos, mas será que temos essa capacidade inacreditável de raciocínio, somente pra ser os seres mais ignorantes de toda à superfície terrestre? E simplesmente destruir a casa luxuosa que nos foi dada para morar?

Não quero apenas escrever

Dizem que escrever faz bem para alma, mas descobri que tudo quando se torna uma necessidade ou uma rotina definitivamente não faz bem algum.



Tenho tido muitas histórias para contar, mas sabe ser um escritor não significa ser um descritor se é que essa palavra existe, estou tentando dizer que não existe bem algum em sempre dizer palavras repetidas e sempre escrever os mesmo sentimentos sabendo-se que eles já foram escritos com palavras diferentes. É neste momento que o escritor tem que viver, não viver as mesmas coisas, pois uma vida cercada de mesmice se torna uma vida cheia de reclamações e pessoas que reclamam dificilmente tem histórias para contar, é difícil dividir o tempo entre as histórias e as reclamações.


O único vicio ou obrigação que realmente quero levar a sério na minha vida é o simples ato de viver, mesmo que eu minta “quantas vezes agente sobrevive a hora da verdade” o fim do mundo só acontece no fim da vida, pois é somente ai que os olhos não mais se abre e que a memória não guarda mais lembranças.


Eu poderia ter contado a você um milhão de histórias, eu poderia ter feito um milhão de músicas, mas que sentido isso teria? Sabe-se que você que me lê sentira náuseas ao se deparar com a nova história tirada de “um museu de grandes novidades”.

Um dia Feliz

“Um dia feliz... Às vezes é muito raro” São exatamente 6;10 da manhã, as coisas ultimamente estão meios tristes pra mim, sempre ensinaram-me a ter um alto estima elevada, na teoria sempre me dizia que existiam obstáculos ou apenas acontecimentos em nossas vidas que com o tempo iam consumindo toda nossa alto estima e assim íamos nos tornando bolas murchas. Sempre tive uma idéia fixa, nunca me deixar abater por nada, ter sempre a iniciativa de fazer as coisas acontecerem e jamais esperar dos outros, pois os outros estariam sempre preocupados de mais com os problemas deles.



Tenho 21 anos, sabe sempre tive minha fonte de renda, mesmo sendo pouco sempre tive um “trabalho” ou bicos melhor dizendo, me lembro bem que comecei a trabalhar com uns 14 anos, trabalhei de doméstica depois de babá até bóia fria eu já fui, sabe nunca precisei de nada disso, pois minha mãe mesmo sendo sozinha sempre conseguiu me dar de tudo, tive experiências incríveis principalmente nos meus meses de bóia fria, pra se ter experiências e saber como as coisas acontecem é preciso viver e experimentar muitas coisas, saía de casa com uma roupa limpinha uma mochilinha nas costas ainda era madrugada, às vezes saiamos as 4 ou 5 da manhã, um ônibus cheio de gente pessoas que riam mesmo não tendo motivo algum, muitos com rugas no rosto, outros com algumas deficiências físicas mas sempre era tão divertidos, tudo era motivo pra brincar, zoar. Chegávamos à roça o sol estava querendo nascer, e como aqui em Goiás o horizonte é longe, é lindo ver tanta terra a sua frente e no final ver os raios que pouco a pouco iam ficando cada vez mais visíveis.


O trabalho era pesado às pernas e as costas doíam muito, também eu não tinha prática, mas eu ficava pensando na minha dor, ai eu olhava para as pessoas que trabalhavam comigo e via sorrisos de rostos cansados sempre era uma alegria só, quando o sol estava a pino não havia calor mais havia vento, muito vento que não deixava o sol nos incomodar.


Hoje trabalho com a caneta na mão em um ambiente limpo e quieto, uma correria tão intensa e tão cansativa que só de imaginar dói. Pessoas que passam uma vida fazendo a mesma coisa, sentado na mesma mesa e olhando a mesma janela isso é tão limpo e tão morto, as responsabilidades são muitas e o stress cada vez maior, mas não existe muitas opções apenas uma rotina mórbida e cansativa. Um ambiente aonde é extremamente difícil manter o bom humor, e a bola cheia.